Empresa

A empresa Hood Energia Solar poderia ter começado numa garagem, porém o fundador, o australiano Cameron Paul Hood, morava em um apartamento. Então, foi nos 70 metros quadrados do 19o. andar de um prédio próximo da Avenida Paulista, em São Paulo, que ele começou a fabricar paineis solares. As primeiras peças foram soldadas na mesa de jantar, a lavanderia virou estoque, o escritório dublava como oficina.

As células, as fitas de estanho, os soldadores, os rolos de EVA, as placas de vidro chegavam, da China, dos Estados Unidos, de todos os lugares, em pacotes que se acumulavam na sala, no pequeno escritório, nos armários,. Eram muitas peças que apareciam para testar o conhecimento vindo da imersão em livros, vídeos e sites que ensinavam sobre energia solar. O autoditadismo, além de característica do fundador, era o único caminho possível, já que não havia nada parecido com educação formal sobre energia solar.

ANJOS-INVESTIDORES

O negócio foi crescendo, em vendas na internet, para consumidores finais, mas o potencial era muito maior (e o trabalho de 20 horas por dia nunca vencia). A crença que move a obstinação é a mesma até hoje, uma frase do inventor Thomas Edison (sim, aquele da lâmpada, do gravador e de muito mais). Em conversa com Henry Ford, em 1931, ele falou: “Eu investiria meu dinheiro em energia solar. Aliás, espero que não aguardemos o fim do petróleo e do carvão para fazermos isso”.

Talvez tenha sido esse o argumento que convenceu, em 2013, um anjo-investidor: Jurandir Craveiro. Com o apoio dele, a Hood conseguiu crescer: aumentou o estoque, ganhou visibilidade e pode investir mais no desenvolvimento de novas parcerias, novas vendas e, claro, novos produtos.

AO ALTO E AVANTE

O resultado foi um 2014 de muito avanço. Um ano marcado pelas inovações da Hood Energia Solar: o banco equipado com energia solar, capaz de carregar smartphones, tablets e computadores, e as fileiras de células solares, um jeito absolutamente novo de produzir módulos. A empresa também participou da instalação de um parklet em São Paulo, iniciativa que pretende devolver o espaço dos carros às pessoas.

Agora, queremos mais. Mais instalações, mais projetos, mais parcerias, mais clientes. Estamos preparados. E confiamos na previsão do futurista Ray Kurzweil. Diz ele: “Até 2030, a energia solar será capaz de prover toda a energia que precisamos. Isso vai revolucionar a produção de comida e água potável”

. Nós acreditamos nisso. E queremos fazer parte dessa revolução. Porque a energia solar não tem limites: por ser uma tecnologia, e não um combustível, pode evoluir, ser replicada. E isso tem o poder de transformar profundamente a maneira como vivemos.